Inhame

É um dos alimentos medicinais mais eficientes que se conhece: faz muitas impurezas do sangue saírem através da pele, dos rins, dos intestinos. No começo do século já se usava elixir de inhame para tratar sífilis.

  • Inhame

O inhame limpa o sangue
 
É um dos alimentos medicinais mais eficientes que se conhece: faz muitas impurezas do sangue saírem através da pele, dos rins, dos intestinos. No começo do século já se usava elixir de inhame para tratar sífilis. Acredita-se que foi uma das primeiras plantas cultivadas no planeta.
 
Fortalece o sistema imunológico
 
Os médicos orientais recomendam comer inhame para fortificar os gânglios linfáticos, que são os postos avançados de defesa do sistema imunológico. Curioso que a forma do inhame seja tão semelhante à dos gânglios. Ele é riquíssimo em zinco, que aumenta nossas defesas.
 
Evita malária, dengue, febre amarela
 
A presença do inhame no sangue permite uma reação imediata à invasão do mosquito, neutralizando o agente causador da doença antes que ele se espalhe pelo corpo. Aldeias inteiras morreram de malária depois que as roças de inhame foram substituídas por outros plantios.
 
É mais poderoso que a batata
 
E tem a vantagem de ser nativo, enquanto a semente da batata é importada. Inhame dá com fartura em qualquer lugar úmido. Em vez de apodrecer na cesta, como a batata, ele brota e produz mais inhames. Nas mulheres aumenta a fertilidade porque contém fitoestrógenos, hormônios vegetais, importantes na menopausa e após.
 
Medicinal é o pequeno, cabeludo
 
Marronzinho por fora, com a pele variando de roxo a branco. Existem ainda o inhame-do-norte e o cará, maiores e mais lisos, que são muito bons para comer mas não têm o mesmo poder curativo do inhaminho (também chamado de inhame chinês ou cará chinês).
 
A folha parece com a taioba
 
É da mesma família; ao contrário do que se pensa, a folha do inhame também serve para comer, cozida ou refogada. Às vezes pinica muito, como a taioba, que às vezes não pinica.
 
Se pinicar é porque tem muito ácido oxálico
 
que se apresenta em forma de cristaizinhos finos como agulhas e, nesse caso, não deve ser comido cru. Como há muita variação nos cultivares de inhame, o conteúdo de ácido oxálico (que pode dar pedra nos rins e dificultar a absorção de cálcio e ferro) também varia. O inhame branco japonês parece ser o mais apurado de todos, com teor baixíssimo do ácido.
 
Emplastro de inhame puxa tudo:
 
furúnculos, quistos sebáceos, unhas encravadas, verrugas, espinhas insistentes, farpas ou cacos de vidro que entram nas mãos ou nos pés. Desinflama cicatrizes, elimina o sangue pisado de contusões, abcessos e tumores. Pode ser usado imediatamente após fraturas ou queimaduras para evitar inchaço e dor, e também em processos inflamatórios de hemorróidas, apendicites, artrites, reumatismos, sinusites, pleurisias, nevralgias, neurites, eczemas. Em caso de tumor no seio ou em outros lugares junto à pele é ótimo usar o emplastro de inhame durante uma semana antes de operar, pois ele vai aumentar esse tumor atraindo toda substância semelhante que houver no interior do corpo e evitar outros tumores. Serve ainda para baixar febres.
 
A denominação correta para este inhame é taro
 
Em latim nosso herói se chama Colocasia esculenta (sinônimo Colocasia antiqua), da família Araceae, enquanto o inhame-do-norte e o cará são da família Dioscoreaceae. Como na maior parte dos lugares a denominação inhame se refere à turma da Dioscorea, e o nome predominante da Colocasia pelo mundo afora é taro, no I Simpósio Nacional sobre as Culturas do Inhame e do Cará foram propostas e aprovadas as denominações de Inhame para Dioscorea e Taro para Colocasia, uniformizando os termos brasileiros com a denominação internacional, de acordo com os relatos dos pesquisadores Santos, E.S., Cereda, M.P., Pedralli G. e Puiatti, M. (Denominações populares das espécies de Dioscorea e Colocasia no Brasil. Tecnol. & Ciên. Agropec., João Pessoa, v.1, n.1, p.37-41, set. 2007).
 
Os muitos nomes da colocasia
  • inhame em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Portugal
  • inhame branco, taro, taioba em Portugal (a folha da taioba é semelhante à do taro)
  • taiá no sul do Brasil
  • cará e cará chinês em outras regiões brasileiras
  • taro, cocoyam e dasheen em inglês
  • dasheen no Caribe
  • tar, kokosyams em dinamarquês
  • cocoyam em Gana, Nigéria e Camarões de língua inglesa
  • qolqas em árabe
  • taro em russo, alemão, holandês, francês e na Polinésia
  • aronille em francês
  • arvi, kachalu, ghuiya em hindu
  • chamagadda em Angla Pardesh, Índia
  • colocasia, malanga, yame de canárias, alcocaz e otoe em espanhol
  • colocasia, taro di egito em italiano
  • kolokassi em cipriota
  • kalo no Havaí
  • yu em mandarim
  • sato-imo em japonês
  • toran na Coréia do Sul
  • khoai mon ou khoai so no Vietnam
  • dalo nas ilhas Fiji
  • nduma em kikuyu
  • amadumbe em zulu
  • macabo entre os que falam francês em Camarões
  • yautía em Porto Rico
  • keladi em malaio
  • gabi em tagalogue, nas Filipinas
 
E tem mais: inhame, digo, taro, não é tubérculo nem rizoma. Pasme: é cormo. Com M.
 
 
Fonte: 
https://soniahirsch.com.br/inhame-inhame/

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